Este blog traduz algumas impressões temporárias que podem ser varridas pelo tempo...
Negro humano brancoVermelho como o barro,Que cozinha o alimento,Numa noite negra e belaA olhar o verde da floresta.O branco da luaQue ilumina o vazio da noite,E a coruja cinzentaObserva o amarelo das flores.O bicho sem cor,Contempla as estrelasDe infinitas cores.O cão é negro de cores brancas.O mulato é índioQue veio da África,De raça incolorNum humano que veioDe um tempo distante.TORRES, Marcos, Novos Poemas, 2009
Negro humano branco
ResponderExcluirVermelho como o barro,
Que cozinha o alimento,
Numa noite negra e bela
A olhar o verde da floresta.
O branco da lua
Que ilumina o vazio da noite,
E a coruja cinzenta
Observa o amarelo das flores.
O bicho sem cor,
Contempla as estrelas
De infinitas cores.
O cão é negro de cores brancas.
O mulato é índio
Que veio da África,
De raça incolor
Num humano que veio
De um tempo distante.
TORRES, Marcos, Novos Poemas, 2009